O que torna boa a comunicação?

Setembro 15, 2008 às 8:18 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Eduardo Zugaib

Comunicação não é nada sem paixão. Todos os grandes líderes, estadistas, empresários, enfim, aqueles que precisaram ou precisam fazer uso da boa argumentação foram ou são pessoas apaixonadas pelo que fazem. Quando se faz o que se gosta, ou se aprende a gostar do que se faz, defender qualquer idéia torna-se um exercício natural.

Comunicação não é nada sem preparação. Uma apresentação normal leva ao menos uma semana de preparação, para reunir informações referentes ao assunto a ser abordado. Já uma apresentação de improviso, leva uma vida inteira para ser preparada.

A boa oratória está ligada ao exercício contínuo de buscar conhecimento: ler, observar, viver plenamente.

Comunicação não é nada sem clareza. Falar numa linguagem estranha à do público pode soar arrogante ou inocente demais. Entender o contexto e abordá-lo com objetividade torna a comunicação mais eficiente.

Comunicação não é nada sem estilo. A marca pessoal conta e muito. E é raro ela não estar ligada à superação de uma deficiência, que a obstinação acaba transformando em força. O cantor Nelson Rodrigues era gago. O ator Tom Cruise, disléxico.

Comunicação não é nada sem presença. Muito além da presença física, a comunicação eficiente alinha de forma inteligente a comunicação verbal, que são as palavras propriamente ditas, o tom da voz e a comunicação não-verbal: nossa expressão facial, postura, gesticulação e vestimenta.

Destes três grupos, o primeiro representa apenas 7% da capacidade de persuasão. Todo o restante vem dos demais.

Comunicação não é nada sem criatividade. Criar é reinventar-se a cada dia, a cada nova apresentação. Entender que a pessoa que dorme à noite já não é mais a mesma que despertou pela manhã já é grande passo. A vida evolui impulsionada pela criatividade, que surge muitas vezes da necessidade.

Comunicação não é nada sem motivação. Por menor que seja o nosso papel em família, no trabalho e na sociedade, ele ajuda a criar o todo. Se você olhar de perto a Torre Eiffel, em Paris, perceberá que não existe um só furo que tenha ficado sem parafuso. Entender que os pequenos detalhes são importantes é um saudável exercício de motivação, de auto-crítica e de melhoria contínua. Lembre-se: o tempero é que dá sabor ao prato, não o contrário.

 

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